A Fazenda Barra Grande submeteu seus animais Bonsmara à 2ª Prova de Eficiência
Alimentar do Centro Tecnológico da Central Bela Vista, em Botucatu (SP), e os resultados
reforçam o compromisso do programa com o melhoramento genético baseado em
dados. Conheça os destaques da prova e assista aos vídeos dos melhores classificados.


“Medir, Medir e Medir”
O Professor Jan Bonsma, criador da raça Bonsmara na África do Sul, cunhou uma frase
que se tornou o lema do melhoramento da raça: “Medir, medir e medir, mantendo
sempre abertas as portas do frigorífico e sendo impiedoso na seleção.” A mensagem é
clara: critérios definidos, mensuração rigorosa e descarte dos que não atingem o padrão.

Na prática, esse lema significa que o melhoramento genético sério não se apoia apenas na avaliação visual ou no padrão racial do animal. Ele exige que cada característica relevante — do ganho de peso à eficiência de conversão alimentar, da qualidade da carcaça à capacidade reprodutiva — seja traduzida em números.
É a combinação entre o padrão racial consolidado e o desempenho comprovado por dados objetivos que permite identificar, com segurança, os reprodutores verdadeiramente superiores e descartar aqueles que ficam abaixo do padrão.
A Bonsmara Barra Grande segue esse mesmo princípio. Não basta genealogia no papel:
é preciso comprovar, com números, que cada reprodutor entrega resultados superiores.
Por isso, submetemos nossos melhores animais à prova de eficiência alimentar no
Centro Tecnológico “Humberto de Freitas Tavares”, da Central Bela Vista — uma das
estruturas mais modernas do Brasil para esse tipo de avaliação.
Como Funciona a Prova de Eficiência Alimentar
O Centro Tecnológico da Central Bela Vista, pertencente ao Grupo CRV e é referência
nacional na condução de provas de eficiência alimentar em bovinos de corte e leite. Sua
infraestrutura com comedouros e balanças eletrônicas permite o registro automatizado
e individualizado do consumo de alimento e do peso de cada animal, eliminando
interferências subjetivas na coleta de dados. Além disso, o Centro possui certificação de
Quarentena II pelo MAPA, o que agiliza a liberação sanitária dos animais e o retorno dos
melhores reprodutores ao programa de melhoramento genético.
O teste segue um protocolo rigoroso.
Os animais passam por 21 dias de adaptação às instalações e à dieta, seguidos de 56 dias de avaliação com registro automático do consumo individual de alimento e monitoramento contínuo do peso.
A dieta é formulada por software especializado, visando ganho médio diário de 1,50 kg/dia nos machos e 1,00 kg/dia nas fêmeas.

Ao final, cada animal possui um perfil completo de desempenho. A eficiência alimentar
é avaliada pelo consumo alimentar residual (CAR), pelo ganho médio diário (GMD) e
pela conversão alimentar (CA) — indicadores que revelam a capacidade do animal de
transformar alimento em peso vivo de forma econômica. Medidas morfométricas como
altura de garupa, perímetro torácico e frame size complementam a avaliação do
desenvolvimento corporal. A ultrassonografia de carcaça mensura área de olho de
lombo, gordura subcutânea, marmoreio e gordura na picanha — características que
determinam o valor comercial da carne e o potencial de remuneração no frigorífico. Nos
machos, o exame andrológico avalia perímetro escrotal, qualidade e vigor do sêmen,
atestando a capacidade reprodutiva do futuro reprodutor para trabalho a campo.
O Que os Resultados Significam na Prática
Cada indicador gerado pela prova traduz o impacto econômico que o reprodutor terá
sobre o rebanho:
CAR negativo indica um animal que consome menos alimento do que o esperado para
seu peso e ganho — um conversor superior de alimento em carne. Considerando que a alimentação representa o maior custo na produção de carne bovina, selecionar por eficiência alimentar impacta diretamente a margem de lucro.
Alto GMD com baixa conversão alimentar significa animais que crescem rápido
gastando menos, reduzindo a idade de abate e acelerando o giro do rebanho. Nos
cruzamentos com matrizes Nelore, essa eficiência se soma aos 100% de heterose,
resultando em mestiços que podem atingir ponto de abate aos 20 meses.
Bom acabamento de carcaça e marmoreio verificados por ultrassonografia garantem
carcaças mais bem remuneradas pelos frigoríficos e carne com a maciez exigida pelo
mercado consumidor nacional e internacional.
Exame andrológico aprovado certifica que o touro tem capacidade plena de cobertura
a campo — essencial para a raça Bonsmara, cujos reprodutores são selecionados para
monta natural, simplificando o manejo e reduzindo custos operacionais.
Quando reunimos todos esses indicadores em um único animal — eficiência alimentar,
ganho de peso, qualidade de carcaça e fertilidade comprovada —, temos um reprodutor
cujo impacto sobre o rebanho é mensurável e multiplicável. Cada touro provado carrega
uma “bula” de dados que permite ao pecuarista tomar decisões com segurança.
Conheça os Destaques da Prova
Os três touros e as três fêmeas que se destacaram nesta prova representam o que há de
melhor em genética Bonsmara Barra Grande. Seus resultados não são promessas — são
dados documentados em um dos centros de avaliação mais respeitados do país. Assista
aos vídeos acima e conheça de perto esses animais.
Touros
1º Colocado – BBG 3419: https://youtu.be/0TvHT8S4llQ?si=RxbTrw9VYvpT5VP_
2º Colocado – BBG 3382: https://youtu.be/kfkseOcApQw?si=jBCIjwPhZbL9jVdJ
3º Colocado – BBG 3351: https://youtu.be/i2ZwE3vcSFQ?si=oeRgxqr_HFhVseXI
Fêmeas
1ª Colocada – BBG 3364: https://youtu.be/cl4aeHUUiXE?si=bjo5PZUvWeS80b-B
2ª Colocada – BBG 3344: https://youtu.be/cGRA9jaxMzM?si=oDp8DziKLkb7sCxu
3ª Colocada – BBG 3446: https://youtu.be/apBiqxfd8Uw?si=Zufij2C_GCoWduEf
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comprovada, entre em contato com nossa equipe. Estamos prontos para mostrar, com
dados na mão, como a genética Bonsmara Barra Grande pode transformar os resultados
da sua fazenda.
